Conteúdos: DTD ou XML Schema

Tecnologias XML relacionadas com os conteúdos.

Por Miguel Angel Alvarez - Tradução de JML


Publicado em: 14/10/05
Valorize este artigo:
Um documento XML pode conter muitos tipos de informação. Ou seja, pode haver muitas linguagens escritas em XML para qualquer coletivo de usuários. Por exemplo,
  • Se fosse utilizado por um coletivo de médicos poderiam criar uma linguagem em XML específica para armazenar diagnósticos dos pacientes. Esta linguagem poderia se chamar PacientesML.
  • Se os distribuidores de filmes utilizassem XML poderiam criar suas próprias linguagens para salvar a informação dos filmes. Esta linguagem poderia se chamar FilmesML.
  • Se estivermos escrevendo aplicações para celulares poderíamos utilizar uma linguagem para aplicações inalâmbricas (Wireless), que se chamaria WML.
Como vemos, podem se criar infinitas linguagens a partir do XML. Para especificar cada um dos usos de XML, ou que é o mesmo, para especificar cada uma das sublinguagens que podemos criar a partir de XML, utilizam-se umas linguagens próprias.

São umas linguagens que servem para definir outras linguagens, ou seja, são metalinguagens. Estas são definidas especificando quais etiquetas podemos ou devemos encontrar nos documentos HTML, em que ordem, dentro de quais outras, ademais de especificar os atributos que podem ou devem ter cada umas das etiquetas.

Existem duas metalinguagens com as quais definir as linguagens que podemos obter a partir de XML, o DTD e o XML Schema.

O DTD, Definition Type Document, tem uma sintaxe especial, diferente da de XML, que é simples, embora seja um pouco rara se nunca tivermos visto um documento parecido.

Para evitar o DTD, que tem uma sintaxe muito especial, tentou-se encontrar uma maneira de escrever em XML a definição de outra linguagem XML. Definiu-se então a linguagem XML Schema e funciona bem, embora possa chegar a ser um pouco mais complicado que especificá-la em DTD. Simplesmente poupamos aprender uma nova linguagem com sua sintaxe particular.

Um detalhe importante de assinalar na hora de falar dos DTD ou XML Schema é que estas linguagens também permitem comprovar a integridade dos dados em qualquer momento. Calcula-se que um 70% das linhas de código que escreve um programador estão orientadas a comprovar a integridade dos dados, ou seja, comprovar se onde se supõem que existe um número efetivamente o exista, se o número é inteiro ou qualquer outra comprovação. Nossas metalinguagens de XML nos servem para pegar um documento XML e comprovar que os dados que ele inclui são válidos, comprovando se o que temos no XML concorda com o que teríamos que ter. Isso pode ser feito ao ler o documento, se não forem válidos tira-se uma mensagem de erro e se detém o processo do documento. Se forem válidos, fazemos o que for sem ter que nos preocuparmos pela integridade dos dados.





Comentários do artigo
Foi enviado 1 comentário ao artigo
1 comentário não revisado
0 comentários revisados

Usuários :    login / registro

Manuais relacionados
Categorias relacionadas
O autor

Home | Sobre nós | Copyright | Anuncie | Entrar em contato