Construindo páginas simples

A ciência da interação homem-máquina se desenvolveu muito nos últimos anos e podemos nos aproveitar dela em nossas páginas. Resumiremos em forma de conselhos.

Por Rubén García Zurdo


Publicado em: 04/1/07
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Apesar do auge da usabilidade ser recente, devido sobretudo à difusão da obra do "gurú" Nielsen, que percorre como um dos princípios fundamentais o design minimalista, o certo é que esta disciplina sempre existiu mas com outra roupagem. Estamos nos referindo à Ciência da Interação Homem-Computador("Human Computer Interaction").

Já desde o começo da difusão dos primeiros micro-computadores existia um interesse em estudar como se comportam as pessoas ante os dispositivos automáticos de informação. Visto que a realizações de pesquisas controladas é cara e requer tempo, se limitou ao mundo universitário e ao da pesquisa aeroespacial. Porém, hoje em dia está disponível um corpo de resultados dos quais se pode beneficiar o design de nossos sites Web e aplicações interativas.

Este corpo de princípios continua aumentando à medida que se realizam novas pesquisas e continuam gerando novos resultados. Não podemos esperar que os guias de design e as diretrizes resolvam todos os nossos problemas.

Porém, vejamos agora como podemos usar os resultados da HCI em uma tarefa aparentemente tão prosaica como é o Webdesign. A seguir resumimos os principais resultados da pesquisa em uma série de conselhos que convém ter em conta.

Páginas a transbordar...

¿Quantas vezes perdemos tempo buscando uma informação importante entre todo o texto e os gráficos de uma página?. Isso sem ter em conta o esforço mental que supõe e a possibilidade de que cometamos um erro e passemos por longe do nosso objetivo.

Os designers parecem sofrer de uma espécie de "horror vacui" que lhes obrigar a preencher cada possível espaço, talvez porque pensem que sua presença é um sinal de falta de elaboração. Porém, há que ter em conta que um usuário não vai visitar somente seu site e sim que se, se deixar cair por ele devemos lhe facilitar a tarefa e permitir que decida rapidamente se temos algo que lhe interessa e ter claro o que é. Além disso, o carregamento de páginas pesadas, sobretudo se têm imagens, é um obstáculo para a percepção positiva que o visitante poderia ter.

Em vários estudos, alguns deles da NASA, foi calculado que a porcentagem ótima de tela ativa não deve ser maior de um 20 a um 60 %. Claro que estes resultados foram obtidos com telas estáticas sem a possibilidade de scroll.

Se nas telas de informação tática só se apresenta a informação estritamente necessária para realizar a tarefa e da forma mais simples possível, por que nós mesmos não fazemos?

Resumindo, é recomendável usar o menor número possível de elementos por tela. Se houver elementos que nem todo mundo vai precisar, será melhor ao apresenta-los e dá-los somente sob demanda.

Estas recomendações se tornam primordiais quando nos movemos a um ambiente em que os recursos de visualização são mais limitados, como WAP ou PDA.

O simples é difícil de criar.

Bom, já me convenci de que cada tela não deve estar muito carregada, mas como conseguirei, sobretudo se tenho muita informação para mostrar? A resposta é: eliminando elementos supérfluos y agrupando a informação. Trata-se de apresentar próximos os elementos mais semelhantes, o que garante ademais sua rápida localização, visto que a página terá uma estrutura visual agradável e efetiva.

Para isso temos que solucionar as seguintes questões:

  • Número de agrupamentos e quais agrupamentos:
    Este é um problema de arquitetura conceitual. Trata-se de encontrar a melhor categorização que permita uma representação efetiva. Para isso cada grupo deve ser significativo, e o número de grupos e de elementos de cada grupo deve ser adequado, nem muito pequeno e nem excessivo.
  • Formato:
    Como vão se verificar os grupos de informação entre si? Separados por espaços em branco? Com bordas? Com cores? Com uma combinação das anteriores?. Existem tantos fatores que podem interagir que talvez o melhor seja realizar várias propostas e selecionar a que melhores resultados proporcione para a tarefa, porém, em geral o agrupamento físico costuma ser o que melhores resultados proporciona.





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