Os projetos, com cabeça

Neste capítulo fazemos referência às possibilidades de um projeto condicionadas pelo ótimo financiamento e inversão.

Por Miguel Angel Alvarez - Tradução de JML


Publicado em: 22/3/07
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Parece que já passaram os dias nos quais a loucura foi possuída pela Internet, inchando a bolha dos .com até certos limites insustentáveis. Depois da catástrofe de tantos e tantos projetos que não estavam bem planejados e que só moviam a ilusão dos administradores, trabalhadores e inversores, podemos pensar sem medo de errar que já faltam poucos sites que não se sustentam por seu próprio peso. Aquelas inversões desorbitadas e sem uma clara capacidade de retorno deram passo a um raciocínio extremo na hora de atribuir novos capitais aos projetos de Internet. A inversão estratégica por dominar um mercado que realmente não existia e os planos de negócio baseados em umas previsões que não se viram cumpridas passaram à história, embora ainda podamos ver alguns casos nos que se repete o fenômeno, igual como ocorre no mundo dos negócios offline.

Tive a sorte de conhecer de primeira mão, sem sofrer em minha própria pele, o fenômeno da bolha dos .com antes de criar DesarrolloWeb. Trabalhava então, junto com outras duas dúzias de pessoas, em um portal de esportes que tinha siso criado na Espanha e em outros países de América Latina. As rondas de financiamento não paravam de acontecer, terceira, quarta, quinta... cada uma melhor que a outra. Logo, depois de fechar, como tantos outros projetos de Internet, e voltar a abrir com novos donos, o portal hoje já não mantém mais a mesma filosofia. Não se pode gastar "milhões" se não há expectativas de poder recupera-los.

Sendo assim, ao fazer um plano de empresa, necessário para obter a benção dos inversores e o conseguinte bilhete para o sorteio do sucesso, medem-se com muito mais cuidado as possibilidades da inversão. Não existe ninguém que não repare em algum dado que não seja o retorno direto do capital utilizado.

Antes disto, o valor de um projeto se media pelas impressões de páginas que gerava, mais tarde pelas visitas que tinha, por último por sua lista de usuários. Tudo isso não era mais que fogos artificiais. Essas impressões, visitas ou registros de usuários só eram potenciais compradores, que nunca passaram disso: potenciais. Agora comprovamos que se necessitam umas fontes de ingressos reais e não previsões de futuro, visto que esse futuro não parece chegar tão rápido como se achava, ou diretamente não existe tal futuro.






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