De que serve o critério quando todo mundo pode opinar?

Decisões tomadas com falta de critério costumam condenar nosso site a morrer ao menos que a sorte ou o acaso cruze nosso caminho. Como formar critério e aplica-lo.

Por César Martín


Publicado em: 04/7/07
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Resumo: Decisões tomadas com falta de critério costumam condenar nosso site à morte ao menos que a sorte ou o acaso se cruze em nosso caminho. Como formar critério e aplica-lo.

É só minha opinião e como tal vale o mesmo que qualquer outra.

Não. A opinião dos desenvolvedores não vale menos que a de qualquer outra pessoa. A responsabilidade do sucesso do desenvolvimento recai sobre pessoas identificáveis e não sobre o usuário ou algum tipo de "ente" externo que não conhecemos ou controlamos.

O deixar que qualquer possa opinar, pode nos levar à situação onde aspectos críticos do desenvolvimento (como a largura da tabela, o uso de frames, o desenhar um portal onde só oferecemos a seleção do idioma) condenem por completo o desenvolvimento.

O definir o que é bom ou mal é necessário e não pode ficar suspenso no âmbito do "já veremos", "depende"... é necessário que a equipe de desenvolvimento disponha das ferramentas para criar critério e poder aplica-lo.

Conclusão 1: Todos os aspectos do web design são críticos para o sucesso do site e não podemos deixar que "qualquer um" tome decisões que possam condenar o site.

Que seja o usuário que decida

O usuário como "paciente" nos dirá o que dói, o que lhe incomoda, porém são os "doutores" que darão as soluções e poderão determinar se a "dor" está causada pelo que é evidente ou se o problema vem de outra fonte.

O usuário no laboratório dirá o que lhe parece mal, melhor e no melhor dos casos se somos capazes de provar 2 versões poderá dizer qual é mais adequada, porém dificilmente poderá aventurar soluções do tipo "pois colocaria este menu aqui e mudaria o nome por este outro".

Por outro lado, temos que ter sempre em conta que o usuário em laboratório é um usuário motivado e não padece a cicatriz de interesse que existe no mundo real onde as sessões são de 2 páginas vistas e o abandono do site com 3 cliques é de 75%.

Conclusão 2: O usuário é chave para detectar problemas, porém é a equipe de desenvolvimento que encontrará as soluções.

Quem sou eu para decidir...

Se for a pessoa responsável do projeto e for a pessoa que toma as decisões sobre o que vai e não vai, necessita ser capaz de saber o que é bom, o que é mal e ser capaz de saber cortar as idéias sem fundamento.

O processo até chegar a ser capaz de distinguir passa pela experiência direta no desenvolvimento. É impossível tomar decisões se você não participou no desenvolvimento de forma direta e não se avaliaram as conseqüências dos atos.

O basear-se em suposições, idéias, textos (como este que você está lendo) é errado. É necessário (essencial) o tocar o produto, molda-lo e ver as reações que conseguimos.

Conclusão 3: Se seu desenvolvimento web for crítico para sua empresa, domine-o e para isso, é necessário conhecer todos os detalhes do mesmo. Confie eem sua equipe e trabalhe com eles.

Criar o laboratório

Dentro das empresas (e especialmente nas corporações) é necessário dispor de um laboratório onde a equipe encarregada da web possa experimentar com protótipos rápidas soluções, novos produtos ou idéias.

É essencial que este laboratório conte com máquinas capazes de desenvolver em HTML soluções reais de baixa fidelidade que possam ser provadas por usuários de forma direta e em condições "reais" de uso (ou seja, navegador, links, formulários, etc...)

Não se deve depender de colaboradores externos para cada desenvolvimento já que esse tipo de processo costuma cortar pela raiz a possibilidade de testagem constante já que a cadeia de comando se prolonga demais tornando difícil o trabalho em equipe.

Tampouco é necessário ter muitos meios para ter um laboratório. Dedicar uma pasta dentro do servidor e nela ir provando novas soluções e dispor de uns amigos para prova-las pode ser suficiente para a maioria dos casos.

Conclusão 4: Provar, provar, provar...

A necessidade de poder tocar o código quando ainda está "quente"

Muitos sites são desenvolvidos por máquinas onde a burocracia costuma matar a possibilidade de melhorar o site em aspectos críticos.

É necessário desenvolver com o controle do site em nossas mãos. Ser capaz de provar soluções, confirma-las e aplica-las em ciclos breves que favoreçam o ganhar "momento" e o mostrar respostas às demandas dos usuários.

Conclusão 5: Um site vivo se sente e ajuda a ganhar usuários.





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