Cabemos todos nos primeiros 10 de Google?

Colocar nosso link nos dez primeiros resultados de Google é a obsessão de qualquer administrador de um web site.

Por Fernando Maciá


Publicado em: 27/12/07
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Com Google gerando em torno de 85% de todo o tráfego procedente de buscadores, chegar a esses postos de privilégio constitui a diferença entre contar ou não contar na Internet.

Numerosos testes demonstram que os três primeiros resultados de Google são lidos pela prática totalidade das pessoas que fazem uma busca, seguindo o resto de resultados da primeira página em efetividade. Esta decai rapidamente e são menos de um 10% os usuários que exploram mais além da terceira página de resultados.

Ou o que é o mesmo, se sua empresa não aparece nos primeiros trinta lugares, as probabilidades de entrar em contato com clientes potenciais é quase nula. Trinta lugares, dez deles de autêntico privilégio, para todas as empresas do mundo. Mais concorrido que o mais cotado concurso público… ou não? Bem, de fato há vários fatores que influenciam em que esta competência pelos primeiros postos que a você realmente lhe interessa esteja muito menos concorrida do que em um primeiro momento poderíamos pensar. A chave está na segmentação, na exata identificação de seu nicho de mercado e em um adequado posicionamento no mesmo.

Para começar, esqueça por um momento da Internet. No mundo real, quantos são seus competidores? Ou seja, que número de empresas oferece ao mesmo segmento de clientes que a você lhe resulta rentável uma oferta de produtos ou serviços exatamente assimilável a sua? É muito provável que você tenha se esforçado para diferenciar sua oferta, por encontrar um nicho de mercado ao que atender de forma diferencial, ou que tenha conseguido algum tipo de vantagem competitiva. De forma que talvez compete realmente com só um reduzido número de empresas, certamente menos de 30, muito provavelmente menos de dez. Se isto é assim no mundo real, por que seria diferente na Internet? Mesmo admitindo que existem setores e segmentos de mercado onde confluam um grande número de competidores, muito frequentemente se você segmenta acertadamente seu pedaço de pastel, irá encontrar com que nem tantos competidores disputam a mesma porção.

Voltando à Internet: cabemos todos nos primeiros 10 de Google? A resposta é sim, pelo menos nas páginas de resultados que respondam a critérios de busca que seus clientes potenciais planejam para encontrar empresas como a sua. Google tem guardado para você várias páginas nas quais sua empresa pode ser a estrela, e um punhado mais nas que estará nos primeiros postos, em cerrada rivalidade com sues mais próximos competidores. De modo que não se obceque com o tráfego - você, na verdade, quando abre sua empresa o que você tem que gostar é de atender clientes, não visitantes- e concentre seus esforços para os caminhos de seus prospectos buscando o seu e perseguindo clientes como eles, que se cruzam nos buscadores da Internet. Vejamos como.

1. Identifique exatamente seu nicho de mercado.

Conheça a que tipo de clientes se dirige, quem são, onde estão, como buscam seus produtos ou serviços. Tenha em conta que os usuários de Internet normalmente começam buscando conceitos muito amplos. Por exemplo, um inglês buscando moradia na Costa Blanca da Espanha poderia introduzir "house in Spain", porém esta mesma busca se pode corresponder com a que faria um estudante inglês interessado na arquitetura espanhola, uma pessoa que busca um apartamento para alugar em Madrid ou um economista que deseje conhecer o incremento do preço da moradia em um país.

Quando o buscador devolve um número abundantemente alto de resultados é quando a busca se restringe com critérios mais específicos. Talvez em um âmbito geográfico -"house in Costa Blanca"- talvez pelo tipo de produto -"townhouse in Costa Blanca"- ou por um tipo específico de ação: "opportunities + townhouse in Costa Blanca for sale". Se sua empresa for uma pequena agência imobiliária em Jávea, por exemplo, é muito mais provável que seu cliente se corresponda com quem fez esta última busca que a primeira.

Atualmente, a maioria de buscas se realiza sobre conceitos formados por dois ou três palavras, porém a tendência é que, quanto mais se usam os buscadores, mais específicas tendem a ser as frases de busca introduzidas.

2. Identifique quais são seus conceitos chave (keywords)

Ou o que é o mesmo, se dirige a uma audiência anglo-falante ou vende condomínios de luxo a compradores escandinavos em Alfaz del Pí? Já tem um pequeno critério: o idioma.

Uma vez identificado este, descubra como lhe buscarão. Pense que se for uma pequena agência imobiliária em Jávea centrada no mercado britânico será muito difícil aparecer entre os primeiros quando alguém buscar "real estate Spain". Porém, saiba que a proporção de clientes potenciais de sua empresa entre os que introduzem uma busca como esta em Google é reduzida. Esse não é o cenário onde sua empresa deveria competir. Identificando-se adequadamente seu nicho de mercado, estará em condições de chegar a conceitos muito mais específicos: "townhouses in Javea", "villas in Javea", "apartments in Javea for sale", "real estate agents in Javea", etc.

3. Otimize seu web site

Ou, o que é o mesmo, faça com que seu web site fala exatamente do tipo de coisas que seus clientes estão buscando.

Se se pergunta de que forma os buscadores classificam os websites, tenha presente que, afinal, uma web não é mais que informação. Centenas de anos de experiência nos mostraram como organizar a informação: observe em um livro. Se eu lhe dou um e pergunto sobre o que trata, a primeira coisa que observará sem dúvida será o título, subtítulo e qualquer outra coisa que estiver na capa. A seguir, você dará uma folheada e buscará uma sinopse ou resumo que espera encontrar na contra-capa. Um terceiro nível de informação seria descoberto no índice. Por último, e sem necessidade de ler em sua totalidade, você folhearia algumas páginas e sua olhada se limitaria aos títulos dos capítulos, as chamadas, os títulos de parágrafo, etc. Na hora de considerar se comprá-lo ou não, você teria em conta minha recomendação sobre esse livro em concreto, assim como outras recomendações que tenha podido receber de outras pessoas. E dentro das mesmas, atribuirá mais importância às opiniões de pessoas às que considera experientes no tema.

Google não é diferente. Na hora de classificar uma web observará o título da página padrão (título), a descrição da página padrão (subtítulo, chamada) e no conteúdo da página home que, se estiver bem construída, deve ser um resumo de tudo o que o usuário vai encontrar na web. A seguir, Google buscará a navegação (ou seja, o índice) e saltará de link em link pelas diferentes seções de sua web (capítulos) repetindo o processo de análise: título, descrição, cabeçalhos, conteúdo…

E, como você com as recomendações de outras pessoas, também Google terá em conta os links que desde outros websites apontam para o seu. Quanto mais importantes forem, Google considerará que mais importante será também sua própria web.

Portanto, você irá querer que sua web tenha um bom título e que cada página de sua web tenha um título diferente especificamente relacionado com o conteúdo da mesma ( quem se interessaria em um livro onde todos os capítulos se chamam igual?). Claro que salvo sua empresa se chame Coca-Cola, não colocaria como título o nome de sua própria empresa. Quem já o conhece provavelmente sabe também qual é o endereço da sua web (você compraria um livro em que o título e todos e cada um dos capítulos se chamassem igual que o autor?).

4. Aprenda de seus clientes

Estude as estatísticas de tráfego de sua web e descubra em que buscadores seus visitantes o encontraram e com que termos de busca lhe buscaram. Deste modo você aprenderá quais deles são o que usam realmente seus clientes potenciais. Continue criando páginas com estes conceitos e busque aliados que apresentem sua web como referência (e "votem" em forma de um link apontando para sua página de início). Pouco a pouco, sua web ganhará seu posto de privilégio nas buscas que mais rentabilidade pode reportar.

Conclusão

Na competição por estar primeiro nos buscadores, não tente lutar em termos muito gerais. Pode ser o primeiro se identifica bem como buscar seu nicho de mercado. Pode ser que consiga menos tráfico que seus competidores, porém a proporção de suas visitas que finalmente resultarão em uma compra -sua taxa de conversão a cliente- será muito mais alta. E finalmente, o que é que lhe interessa, clientes ou tráfego?





Comentários do artigo
Foi enviado 1 comentário ao artigo
1 comentário revisado:
Cabemos todos nos primeiros 10 de Google?
Por: doglasc
20/11/10
Gostei muito deste assunto, realmente foi um dos mais esclarecedores que já li, com esta informação vou tentar tornar meu site: http://www.comerciodebairro.com mais interessante para meus visitantes,gostaria de aproveitar e pedir autorização para reproduzir este assunto no meu site, obrigado.

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