Como redigir os conteúdos de nossa Web segundo Jakob Nielsen?

Muitas vezes quando redigimos nossa Web caímos no erro de colocar frases muito técnicas ou sofisticadas. Não podemos empregar para nosso web site a mesma linguagem enfeitada que utilizamos em um catálogo de vendas ou o que usamos em um book corpo.

Por Javier Gosende


Publicado em: 27/2/08
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"Falar a linguagem do usuário" é a forma em que temos que redigir nossos conteúdos Web.

Jakob Nielsen, o reconhecido guru de temas de usabilidade e acessibilidade Web publicou recentemente um artigo dentro de seu famoso boletim Alertbox onde expôs uma série de conselhos sobre a forma em que temos que redigir os conteúdos de nossa Web. Tais conselhos detalhavam os típicos erros que se cometem no meio on-line na hora de colocar por escrito o que desejamos comunicar a nossos potenciais clientes.

Quando se escreve para a Web é porque queremos ser encontrados

"Se não aparece na página de primeiros resultados do buscador pode ser que você tampouco exista" é a frase com a qual começa o artigo de Jakob Nielsen. Certamente, os motores de busca são o meio de atração de tráfego mais importante para um web site que contenha uma alta dose de conteúdos.

Os motores de busca se nutrem dos conteúdos que possuem nossas páginas Web para colocá-los em determinadas posições dentro de seus bancos de dados. Os motores de busca estão continuamente melhorando seus algoritmos de relevância para mostrar aquelas páginas que possuem os conteúdos mais similares aos que se estão buscando na Web. Todo texto que se escreve em uma página Web é uma isca para os usuários dos buscadores.

As pessoas utilizam sua própria terminologia diante de um buscador

Existem muitos artigos na Internet que dizem que o "conteúdo é o rei", porém se o rei não fala da mesma forma que seus súditos de nada servem ter muitos conteúdos. Quando redigimos os Conteúdos de uma página Web cometemos o típico erro de copiar o que diz o dossiê de venda da empresa, ou o que diz o book corporativo, ou pior ainda, colocar a missão e visão da empresa para explicar os produtos e serviços que vendemos.

Estes conteúdos sofisticados ou formais não se parecem em nada às frases que poderiam utilizar nossos potenciais clientes na hora de buscar nos motores de busca. Jakob Nielsen recomenda "falar o idioma do usuário", ou seja, utilizar palavras familiares para descrever nossos produtos ou serviços.

O principal problema que existe é que descrevemos as cosas de diferentes maneiras. As palavras que utilizamos para descrever nosso negócio podem ser diferentes às palavras que utilizam os clientes. Ensinar aos clientes a renomear as coisas é mais complicado do que mudarmos nós mesmos a forma de nos expressarmos e em conseqüência chegar a eles.

Por exemplo, uma empresa que oferece serviços de assessoramento para pessoas que queiram vender sua farmácia poderia querer posicionar sua página Web para a frase "assessoramento farmacêutico empresarial" ou "valorização de empresas farmacêuticas". Tais frases soam muito bem, porém raramente um usuário que queira uma orientação da forma de vender sua farmácia utilizaria estes termos nos buscadores para encontrar estes tipos de serviços. Em troca, frases tais como "assessoramento para vender minha farmácia" ou "como vender minha farmácia?" são frases mais populares e familiares dentro do vocabulário do usuário deste exemplo e que consequentemente poderiam se converter em um cabedal mais amplo de visitas Web.

Nomes de produtos que confundem: evitando metáforas

Existem muitas teorias de marketing que nos recomendam batizar com nomes próprios a nossos produtos ou serviços para potenciar o branding. Se nossa empresa não é muito conhecida no mercado se recomenda posicionarmos na Web através de nomes familiares ou descritivos em vez de posicionarmos através de nomes metafóricos.

Por exemplo, se vendemos apartamentos de luxo através da Web, a melhor frase para descrever nosso produto será "apartamentos de luxo" ou "apartamentos exclusivos" e não o nome da marca como pode ser "deluxe spaces" ou "sonhos deluxe". Nenhum usuário dos buscadores utilizará estas frases tão peculiares para encontrar casas de luxo.

Os nomes de nossos produtos obedecem a uma estratégia válida de marca que não devemos mudar. Entretanto, na hora de redigir os conteúdos de nossa Web devemos usar palavras familiares ou descritivas em maior proporção que o uso de palavras sofisticadas ou metafóricas próprias do nome da marca.

Inventar novos nomes para os produtos ou utilizar os nomes politicamente corretos são práticas errôneas habituais em certos mercados na hora de redigir os conteúdos de um web site enfocado ao e-commerce.

Conclusões para uma boa redação de conteúdos

Os experientes em posicionamento em buscadores recomendamos utilizar frases descritivas e concisas para redigir os títulos e descrições de cada uma das páginas Web de nosso site. Por sua vez o guru da usabilidade Jakob Nielsen nos recomenda usar "palavras familiares" para obter uma excelente visibilidade nos motores de busca. Ambas teorias se complementam para um objetivo comum: "escrever para os usuários".






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