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Índice do Manual Curso prático de Web Design
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+ Design gráfico
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+ Cores em um computador
+ Calibragem do monitor
+ Formas básicas em design gráfico
+ O ponto
+ A linha
+ O contorno
+ O quadrado
+ A circunferência
+ Contornos mistos
+ Contornos orgânicos
+ O design equilibrado. Introdução
+ O design equilibrado. As proporções
+ O design equilibrado. A escala
+ O design equilibrado. O contraste
+ O design equilibrado. Os agrupamentos
+ O design equilibrado. O reticulado
+ O design equilibrado. Os alinhamentos
+ O design equilibrado. As simetrias
+ O design equilibrado. O equilíbrio entre conteúdos
+ O design equilibrado. A hierarquia visual
+ Teoria da cor. Introdução
+ Teoria da cor. Natureza da cor
+ Teoria da cor. A percepção da cor
+ Teoria da cor. Modelos de cor
+ Teoria da cor. Tipos de cor
+ Teoria da cor. Propriedades das cores
+ Teoria da cor. Contrastes de cor
+ Teoria da cor. Estudo de algumas cores I
+ Teoria da cor. Estudo de algumas cores II
+ A cor na web. Cores disponíveis para a web
+ A cor na web. Paletas de cor seguras. Websafe e Reallysafe
+ A cor na web. O problema das imagens

Descrição dos capítulos

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- Slackware-Brasil
- Crie seu Web site
- Oficina da Net


A cor na web. Cores disponíveis para a web

Descobriremos o número de cores que poderemos usar em uma web, e se são estes mesmos se a web se executa em um computador ou em outro.


O olho humano pode distinguir aproximadamente entre 7 e 10 milhões de cores, o que faz com que a vista seja para nós o principal sentido que nos une com o exterior, podendo-se afirmar que ao redor de 80% da informação que recebemos do mundo exterior seja visual.



Pintores e designers gráficos utilizam esta capacidade humana de apreciar cores para criar obras que aprofundem na alma e que inspirem sentimentos nos seres que as contemplam. Porém, o que podemos fazer quando devemos nos expressar com um número limitado de cores?

Há poucos anos, a maioria dos computadores dos que dispunha o público em geral eram, com a visão que temos hoje em dia, umas máquinas grandes, lentas e com poucos serviços, não só ao nível de memórias e processadores, como também ao nível de serviços gráficos. E os periféricos eram ainda assim muito limitados. Tudo isso originava que a nível gráfico estas máquinas trabalhavam somente com 256 cores.

Atualmente, as máquinas informáticas aumentam dia a dia seus serviços, e o normal agora é trabalhar com milhões de cores e com monitores de altas precisões. A maioria das pessoas já dispõe de avançados cartões gráficos, com memórias de até 64 megas, que desenvolvem um trabalho de milhões de texels ( elemento de textura, é aos gráficos 3D o que o pixel é aos gráficos bidimensionais).

Porém, na hora da verdade, de quantas cores dispomos para trabalhar os web designers?

A resposta a esta pergunta é um pouco deprimente, já que nós dependemos na hora de mostrar nossas páginas de uns programas específicos, os navegadores ou browsers, que são os encarregados de apresentar em tela o conteúdo das páginas que lhe chegam desde o servidor mediante o protocolo HTTP.

Estes programas, além da grande diferença na hora de trabalhar que há entre eles, interagem com o sistema operacional no que correm, o que origina al final um galimatias que faz com que as cores de nossas páginas variem segundo o computador usado, segundo o navegador e segundo o sistema operacional no qual este está montado. Por tudo isto, os milhões de cores das que se dispõe para trabalhar ficam reduzidas a somente umas poucas (e muito poucas) na hora de criar páginas web.

O sistema operacional identifica três cores básicas, a partir das quais constrói todas as demais mediante um processo de mescla por unidades de tela (pixels). Estas cores, como vimos, são o vermelho, o azul e o verde, e o sistema por elas definido se conhece como RGB. Os bits de profundidade de cor marcam quantos bits de informação dispomos para definir as cores derivadas destas cores primárias.

Quanto mais bits, maior o número de variações de uma cor primária podemos ter. Para 256 cores precisa-se 8 bits, para obter milhares de cores necessitamos 16 bits (cor de alta densidade) e para obter milhões de cores são necessários 24 bits (cor verdadeira). Existe também outra profundidade de cor, 32 bits, porém com ela não se conseguem mais cores, e sim que as que usemos se mostrem mais rapidamente.

À princípio, a maioria dos usuários dispunha de monitores capazes de interpretar somente 256 cores (8 bits). Se levarmos em conta que o próprio sistema operacional fica com 40 para seu gerenciamento interno, o resultado é que restam 216 cores para apresentar gráficos em tela, cores que por outro lado não estavam definidas de forma padrão.

Em 1994 a empresa Netscape estabeleceu uma subdivisão do círculo cromático em 216 cores eqüidistantes entre si, obtendo um conjunto de cores que denominaram Netscape Color Cube.



Esta divisão do círculo se corresponde com 6 tons de vermelho, 6 de azul e 6 de verde, a partir dos quais se obtém, por mescla entre eles, as 216 cores possíveis, pelas quais todas elas terão um código hexadecimal na qual cada cor primária vem definida por uma dupla de valores iguais, devendo estes ser 00,33,66,99,CC ou FF.



Com o passar do tempo os computadores foram aumentando seus serviços gráficos, sendo comum, na atualidade, profundidades de cor de 16, 24 e 32 bits.

Se usarmos uma profundidade de 24 bits, correspondente a milhões de cores, disporemos de uma ampla gama para trabalhar. Quando usamos uma profundidade de cor de 16 bits dispomos de milhares de cores, porém surge então o problema adicional de que a divisão desta gama de cores não se corresponde com a de 256 cores nem com a de milhões de cores, dando o mesmo código cores levemente diferentes. Por exemplo, #663399 é a mesma cor a 256 e a milhões, porém não é igual queo obtido com milhares de cores.



Com o tempo, adotou-se uma lista de cores às que se colocou um nome representativo em inglês, de tal forma que os modernos navegadores interpretam o mesmo e o traduzem internamente por seu valor hexadecimal equivalente.

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