Desenhar para dispositivos móveis

Pautas que aconselham como realizar páginas web aptas para dispositivos móveis.

Por Serviweb


Publicado em: 27/3/08
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Quando se fala de Web Móvel se está fazendo referência a uma Web na qual o usuário pode acessara informação desde qualquer lugar, independentemente do tipo de dispositivo que utilize para isso.

Na maioria das ocasiões, a experiência do usuário é pouco satisfatória ao se encontrar com numerosos problemas para acessar à Web através dos dispositivos móveis.

O W3C, com o objetivo de converter o acesso à Web desde um dispositivo móvel em algo tão simples e cômodo como é desde as máquinas de escritório, colocou em funcionamento a "Iniciativa de Web Móvel" que busca resolver os problemas de inter-operabilidade e usabilidade que atualmente dificultam o acesso à mesma através deles e tornar assim possível um dos objetivos principais da organização que consiste em alcançar uma Web única.

No site de W3C se fala de "Candidate Recommendation", "Candidato a recomendação" o que significa que o próximo passo, uma vez que se tenha recebido suficiente informação sobre a implementação destas práticas, será o de Recomendação (ou seja, oficialmente aprovado pelo W3C).

Hoje há um total de 60 pautas, que nos aconselham como fazer páginas Web aptas para pequenos dispositivos conectados à Internet, como por exemplo, telefones celulares, monitores, PDA, terminais de texto, Web TV, navegadores falantes...

A seguir oferecemos uma tradução de várias das pautas que aparecem nessa lista:
  • Como no mundo dos PC de escritório, há navegadores que não respeitam as intenções do provedor do conteúdo. Há diferenças na interpretação entre os navegadores e há também deficiências na prática. Por deficiente nos referimos ao não poder suportar as características obrigatórias de um padrão ou uma recomendação relevante como outros bugs ou erros que aparecem quando se coloca em prática.
  • Recomenda-se testar o site Web desenvolvido nos navegadores que utilizam os dispositivos móveis e sobre os dispositivos móveis reais, já que os emuladores de navegadores móveis na prática não funcionam exatamente igual que dentro do próprio dispositivo.
  • Recomenda-se também definir URLs curtas, devido à dificuldade de tipagem sobre os dispositivos móveis. Evitar ter que fazer entrar ao usuário a um subdiretório dentro de um domínio pela mesma dificuldade.
  • Proporcionar somente uma navegação mínima na parte superior da página. Qualquer outro elemento de navegação secundária se pode colocar no pé da página se realmente for necessário. É importante que os usuários possam ver o conteúdo da página de uma vez quando a mesma tenha carregado sem a necessidade de realizar scroll.
  • Proporcionar os links básicos em uma só linha.
  • Prover mecanismos de navegação consistentes, incluir atalhos de teclado para dispositivos sem "pointing device" assim o usuário poderá saltar grupos de conteúdos. Informar sobre links que apontem o conteúdo em outro formato, de modo que os usuários não baixem conteúdo que seu dispositivo não pode visualizar ou interpretar.
  • Não utilizar os mapas de imagem a menos que o dispositivo os suporte com eficiência.
  • Acima, abaixo, esquerda, direita e "enter" estão disponíveis na maioria dos dispositivos móveis, ainda que não contem com "pointing device".
  • Não gerar mudanças de janela ou "pop ups" sem avisar ao usuário. Muitos dispositivos móveis não podem suportar mais de uma janela aberta.
  • Certifique-se de que o tamanho total da página seja apropriado às limitações da memória do dispositivo. Se as páginas são pesadas demais podem tomar muito tempo para se carregar. Ademais, os dispositivos móveis em geral têm restrições para visualizar páginas grandes.
  • Não usar imagens para espaçar. O mecanismo popular de utilizar 1 píxel não funciona em uma variedade de telas.
  • Certifique-se que a informação proporcionada à cor é decodificada corretamente em telas monocromáticas. Certificar-se também de proporcionar um bom contraste entre figuras e fundo. Os dispositivos móveis muitas vezes não tem bom contraste de cor e se utilizam em geral em condições de iluminação pouco ideais.
  • Não utilizar "frames", já que muitos dispositivos móveis não os interpretam.
  • Não utilizar tabelas, a não ser que se saiba de antemão que o dispositivo as suporta.
  • Muitos dispositivos móveis não suportam "embedded objects" ou "scripts" e em muitos casos não é possível que os usuários baixem o "plug-in" correspondente. O conteúdo deve ser desenhado com esta limitação em mente. Mesmo quando o dispositivo suportar "scripts", não utilizá-lo a menos que não haja outra maneira de conseguir seus objetivos. Os "scripts" aumentam o consumo de energia diminuindo a vida da bateria.
  • Evitar as medidas absolutas para permitir que o navegador se adapte ao conteúdo à medida da tela.
Este guia de boas práticas será tão importante como atualmente são no web design em gera as demais estabelecidas pelo W3C. De fato, assim como já existem ferramentas de validação para comprovar nossos documentos CSS, HTML, etc., não demorará em aparecer um validador de conteúdos móveis.

Para mais informação sobre este tema recomendo visitar os seguintes sites:






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