Digitalização de imagens. O scanner

Definimos o scanner, os elementos que o formam e seu modo de utilização.

Por Luciano Moreno


Publicado em: 14/8/08
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Um scanner é um dispositivo que transforma uma imagem analógica em uma digital convertendo a luz refletida em um objeto em um sinal digital que pode ser editado, mostrado e armazenado.


Basicamente, um scanner está formado pelos seguintes elementos:
  • Uma fonte de luz fluorescente ou incandescente para iluminar o objeto que se deseja digitalizar.
  • Um sistema óptico, geralmente formado por espelhos, que recolhe a luz refletida pelo objeto e a dirige ao fotosensor.
  • Um fotosensor que recolhe a luz refletida pelo objeto e a transforma em um sinal elétrico analógico, normalmente um chip CCD.
  • Um conversor analógico/digital (ACD ou A/D), que converte o sinal elétrico que produz o fotosensor em impulsos digitais em formato binário (zeros e uns), entendíveis por uma máquina informática.
  • Um dispositivo que se encarrega de armazenar essa imagem ou de transpassá-la a um computador para que seja armazenada ali.


Ademais, os scanners necessitam de um software específico para poder tratar as imagens que através dele se obtém. Existem dois tipos básicos de software de tratamento de imagens:

  • Programas para a digitalização de objetos em imagens. Produzem arquivos digitais gráficos formados por imagens de mapa de bits.
  • Programas para a digitalização de documentos como textos, denominados OCR (Optical Character Recognition) ou ICR (Intelligent Character Recognition). Produzem documentos digitais formados por caracteres ASCII que se podem editar e armazenar e por elementos gráficos de mapas de bits.
  • Para digitalizar um objeto com um scanner se deve situar o mesmo (um documento, uma fotografia, uma ilustração, um slide, um desenho, etc.) sobre a tela do scanner, onde é banhado por raios de luz procedentes da fonte de luz do scanner. A luz refletida pelo objeto passa ao sistema óptico, que centra a luz no fotosensor, geralmente do tipo CCD, que converte a intensidade da luz que recebem em uma série de sinais elétricos analógicos equivalentes.

O CDC (Charge Coupled Device) pode conter até 4000 células fotoelétricas densamente empacotadas que agem convertendo o sinal luminoso de intensidade variável que recebem em um sinal elétrico de voltagem proporcional. O CCD pode ser linear ou matricial, O primeiro se utiliza nos scanners planos e de mão, e os segundos em scanners de transparências, câmeras digitais e câmeras de vídeo.

Os sinais elétricos analógicos procedentes do fotosensor são enviados ao ADC, que os converte em sinais digitais codificados aptos para ser lidos pelo software apropriado. Com o passar do tempo se consegui estabelecer um software padrão, denominado TWAIN, que costumam trazer todos os padrões do mercado, e que se instala como um controlador que pode ser utilizado por qualquer aplicação que cumpra com tal padrão, permitindo que possamos digitalizar uma imagem através da aplicação com a que vamos retocá-la, evitando passos intermediários. Ademais, proporciona uma interface visual desde a qual podemos controlar todos os parâmetros do escaneado (resolução, número de cores, brilho, etc), assim como definir o tamanho da zona que queremos processar.


Os scanners podem realizar o processo de leitura do original em um ou mais passos.

No primeiro caso, o mecanismo do scanner captura em uma só passada a imagem com todos seus atributos de cor, separando-se logo os componentes de cor vermelha, azul e verde da luz refletida mediante um prisma ou um filtro, sendo enviados então a uma faixa de CCD's responsáveis de cada cor particular.

No processo de três passos, a imagem se escaneia em três vezes, uma para cada canal de cor primária (vermelha, verde e azul). A luz refletida em cada passo é enviada a um filtro colorido e centralizado na faixa de CCD's responsáveis dessa cor.

O sistema de um passo é obviamente mais rápido que o de três passos, porém tem o inconveniente que necessita mais CCD's para processar a informação.

O scanner é um dispositivo de captura de imagens imprescindível para um designer gráfico, existindo modelos básicos, que se podem conectar ao computador através do porto paralelo, USB ou SCSI, capazes de digitalizar até um tamanho DIN-A4, e cujo valor não supera os 90 euros.






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