Digitalização de imagens. Resolução de um scanner

Falamos das distintas resoluções de um scanner e recomendamos as mais indicadas segundo o tipo de imagem.

Por Luciano Moreno


Publicado em: 27/8/08
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O fotosensor, geralmente de tipo CCD, é o componente fundamental de um scanner, já que dele depende em grande parte a resolução que pode alcançar a imagem digitalizada.

Em geral, a resolução de um scanner se vê condicionada pelos seguintes fatores:
  • Tipo de scanner.
  • Tipo de sensor do CCD e alinhamento do mesmo.
  • Interpolação.
  • Sistema óptico (longitude do foco, profundidade de campo das lentes, qualidade, estabilidade, mudanças de temperatura, umidade, etc.).
  • Ruído supérfluo dos circuitos eletrônicos e do CCD.
  • Escala de resolução.
  • Resposta de frequência dos circuitos eletrônicos.
Em um scanner podemos considerar diferentes tipos de resolução:

Resolução óptica ou real:

É o número de pontos individuais de uma imagem que é capaz de captar o CCD. É a resolução mais importante, já que define os limites físicos do scanner, e se expressa dando os pontos horizontais e os pontos verticais que há em uma polegada linear.

Por exemplo, um scanner com uma resolução de 400 x 600 dpi é capaz de captar 400 pontos individuais em uma linha horizontal de uma polegada e 600 pontos individuais em uma linha vertical de uma polegada.

Resolução interpolada:

É uma resolução artificial, que cria o software do scanner ou do computador que processa a imagem interpolando pontos entre os pontos captados na resolução real. Estes novos pontos devem suas características aos pontos reais que tiverem ao lado.

A interpolação é o método pelo qual se calculam mais pontos de mostra, de acordo com um algoritmo do software adequado, para compensar as limitações da resolução óptica. Portanto, se a resolução óptica é de 1000 dpi, a interpolação só se utilizará se forem necessárias resoluções maiores que este valor.


A interpolação é especialmente útil naqueles casos em que se necessita aumentar as dimensões de uma imagem sem que sofra perdas desastrosas de qualidade. Se a imagem se aumenta sem interpolação, o mesmo número de pontos terá que se situar em uma área duas vezes maior, dando à imagem uma qualidade granulada inconsistente. Com a interpolação, a densidade da imagem se mantém introduzindo o número de pontos que se requerem no espaço aberto, dando assim à imagem resultante uma melhor qualidade.

Nestes casos, a imagem se escaneará à maior resolução óptica possível, e o programa de tratamento de imagens interpolará a imagem capturada à resolução necessária. O resultado final dependerá da resolução óptica ou real. Quanto mais resolução real houver, melhores interpolações se conseguirão.

Resolução de escaneado:

Resolução configurável, definida pelo usuário. Pode ir desde um mínimo de 75 dpi até o máximo que puder alcançar o scanner com a definição interpolada.

Existe uma relação direta entre a resolução da imagem e seu número de cores com a qualidade da imagem e com o tamanho do arquivo de imagem resultante de processo de escaneado. Quanto maior resolução e maior número de cores, maior peso terá o arquivo resultante.


Quando passamos uma imagem digitalizada a um programa de edição, como Photoshop ou Paint Shop Pro, se a resolução de escaneado usada tiver sido alta a imagem terá umas dimensões elevadas, produzindo um arquivo de muito peso. Mesmo que salvemos uma cópia do original para futuros trabalhos, é conveniente adaptar a imagem à resolução do meio no qual se usará. Para imagens destinadas à web a resolução necessária é só de 72 ppp - 96 ppp (nestes casos se pode considerar a equivalência entre dpi e ppp), por isso que empregar uma resolução maior aumentará excessivamente o peso do arquivo sem produzir aumentos de qualidade apreciáveis.

Escala de Resolução:

A escala de resolução determina quanta informação real se captura sem interpolação na imagem resultante, sendo determinada pelo scanner automaticamente, sem intervenção do usuário.

É uma variável complexa, que vamos mencionar principalmente por não deixar lacunas no que se refere à resolução, e que pode nos dar uma idéia da qualidade real do scanner.

De acordo com a teoria da amostragem digital, o scanner, se não quiser perder qualidade no processo de digitalização, tem que trabalhar a uma escala duas vezes superior à periodicidade máxima da imagem que está sendo mostrada. Isto significa que se escaneia uma imagem de 200 lpi (lembramos que a resolução de imagens impressas se mede em linhas por polegadas), a escala de amostragem tem que ser de pelo menos 400 dpi.

A escala de amostragem do scanner se determina pelo número de elementos foto-sensíveis em uma faixa do sensor e pela distância que se move a cabeça leitora pela imagem em um tempo de exposição determinado.

Uma escala de resolução típica seria de 300 x 600 dpi, pela qual, se uma faixa de 5000 CCD´s se escaneia uma largura de 8,5 polegadas, a escala de resolução será 5000/ 8,5 = 600 dpi, enquanto que para escanear uma imagem de 4,25 polegadas de largura, a escala de amostragem seria de 1200 dpi.

Escalagem:

Entende-se por escalagem o processo de aumentar ou reduzir o tamanho relativo de uma imagem de maneira que a altura e a largura continuem tendo a mesma proporção.


Quando se aumento o tamanho de uma imagem, a interpolação adiciona mais detalhes para compensar as perdas em resolução no aumento. Pelo contrário, quando se reduz seu tamanho, a informação não necessária se elimina para manter a resolução aparente. Disso se deriva que é preferível escanear a muita resolução e reduzir logo o tamanho até as dimensões necessárias do que escanear a uma menor resolução e logo aumentar seu tamanho aplicando interpolação.

A interpolação se produz sempre que se modifica o tamanho de uma imagem, tanto se se aumenta como se se diminui, já que se não se realizasse a interpolação apareceriam traços nos contornos da mesma.

Resoluções recomendadas:

Na hora de digitalizar um objeto com um scanner podemos escolher a resolução que se realizará o processo. Este é um valor muito importante, já que segundo o meio em que será usada a imagem resultante necessitaremos mais ou menos resolução, com o qual o arquivo gráfico que a armazene terá maior ou menor tamanho. Como sempre, uma das missões principais do designer será determinar a relação qualidade/peso mais conveniente.

Em geral, a resolução de captura deve ser o dobro da resolução do dispositivo de saída, já que desta forma poderemos imprimi-la ou visualizá-la em tela no tamanho real, e inclusive aumentá-lo um pouco, sem perdas de qualidade. Se a resolução de captura for menor e aumentamos o tamanho da imagem digitalizada (afinal, um mapa de bits), se perderá qualidade e aparecerão bordas denteadas.

Portanto, se a imagem digitalizada está destinada a ser impressa em um dispositivo que trabalha a 300 dpi, a resolução de escanear deve ser de 600 dpi. Em troca, se a imagem estiver destinada a ser visualizada em tela, como as usadas nas páginas web, não necessita mais de 96 dpi (72 dpi no caso de um MAC), por isso se tivermos escaneado com maior resolução, ao preparar a imagem convém baixar a mesma a 96 (72) ppp.






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