Formatos gráficos. Formatos nativos de aplicações de design

Vemos diferentes tipos de formatos gráficos assim como suas compatibilidades.

Por Luciano Moreno


Publicado em: 20/1/09
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AI (.ai)

O metaformato AI (Adobe Ilustrator) é o utilizado pelo programa Adobe Ilustrator para salvar seus arquivos gráficos nativos.


Os arquivos AI admitem cabeçalho de pré-visualização (thumbnail) e podem trabalhar com vetores e mapas de bits. Permitem texturas, degrades, fotos integradas ou vinculadas a arquivos externos, textos traçados ou com fontes incluídas e manejo de camadas e máscaras.

Costuma produzir arquivos de peso médio, dependendo do conteúdo, pode rebaixar já que admite algoritmos de compressão sem perdas.

É um formato muito popular, válido para PC e MAC, apto para intercambiar gráficos entre diferentes aplicações, porém tendo sempre em conta a versão de Ilustrator que criou o arquivo original, já que devem de ser versões compatíveis.

CDR (.cdr)

CDR (Corel Draw) é o formato nativo do programa de gráficos vetoriais Corel Draw, sendo válido para PC e MAC.


É um formato vetorial, porém admite a inclusão de elementos de mapa de bits (integrados ou vinculados a arquivos externos), podendo levar ademais cabeçalho de pré-visualização (thumbnail). Junto a AI é um dos formatos com mais possibilidades com respeito à cor, à qualidade dos desenhos e ao manejo de fontes, podendo conter os textos traçados ou com fontes incluídas.

Uma das principais desvantagens deste formato é sua falta de compatibilidade com o resto de aplicações gráficas, ao ser estas incapazes de armazenar imagens sob este formato.

DXF (.dxf)

O formato DXF (Drawing Interchange Format) é um formato vetorial que a empresa Autodesk lançou para permitir o intercâmbio de arquivos de desenho entre os diferentes programas de CAD. Suporta até 256 cores (8 bits).


Existem duas versões de DXF (ASCII e binário), que não utilizam nenhum algoritmo de compressão. Os arquivos da versão ASCII contém números e ordens a realizar escritos em codificação ASCII, por isso podem ser abertos e lidos com qualquer editor de texto, como o Notepad de Windows. Esta informação indica a localização de pontos flutuantes matemáticos ou floating points, utilizados para exibir a imagem em tela. Este sistema, mais lento que o de outros formatos, requer hardware avançado para poder funcionar corretamente.

Os arquivos em formato DXF são reconhecidos pela maioria de sistemas CAD e por alguns programas de desenho gráfico vetorial, como Corel Draw e Adobe Ilustrator, que podem manejá-lo sem maiores dificuldades.

Não são suportados por nenhum navegador web.

DRW (.drw)

Formato gráfico vetorial usado por diferentes programas que funcionam sob DOS e Windows, como Micrografx Designer o Windows Draw. Os gráficos .drw podem ser incluídos em apresentações criadas com PowerPoint, em diagramas de Microsoft Visio 2000 ou em documentos de Microsoft Word.


Não é suportado por nenhum navegador web.

EMF (.emf)

EMF (Enhanced MetaFile) é um metaformato gráfico vetorial de 32 bits, reconhecido por quase todas as aplicações de desenho gráfico e compatível com os sistemas operacionais Windows, podendo ser usado nas aplicações do pacote Office.


Junto às características próprias dos formatos vetoriais apresenta a vantagem adicional de que seus arquivos podem ser criados rapidamente, já que o que se enfileira na impressora são comandos de desenho, com o qual se pode evitar a sobrecarga no caso de impressão remota de arquivos gráficos.

Ademais, este formato é mais eficiente porque gera um arquivo relativamente pequeno e genérico, que é compatível com todas as impressoras.

Como desvantagem, os arquivos de formato EMF não contém a mesma quantidade de detalhes que os de outros tipos de formatos gráficos vetoriais, como os arquivos DWF.

No que diz respeito à web, é suportado por Internet Explorer, embora haja alguns gráficos que não são interpretados corretamente.

FH10 (.fh10)

Formato nativo do programa de gráficos vetoriais Frenad 10, válido para PC e MAC. Pode levar cabeçalho de pré-visualização (thumbnail) e se pode comprimir, dependendo do tamanho final do conteúdo.


Pode levar as fotos integradas ou vinculadas a arquivos externos e textos traçados ou com fontes incluídas.

É possível importá-lo a diferentes programas gráficos, como Macromedia Flash ou Adobe Ilustrator, porém não é suportado por nenhum navegador web.

PCX (.pcx)

PCX é o formato nativo do programa gráfico PC Paintbrush, da empresa Z-Soft. É um dos formatos de mapa de bits mais conhecidos, que suporta em suas últimas versões imagens de até 24 bits em cor (uns 16,8 milhões de cores), não apresentando limitações com respeito ao tamanho das imagens.


Usa um algoritmo de compressão RLE de codificação simples e de alta velocidade de descompressão, orientado mais à rapidez de acesso que a redução de tamanho dos arquivos.

Sua principal vantagem é a compatibilidade, já que uma infinidade de aplicações gráficas o suportam (a grande maioria dos programas de desktop publishing e de tratamento de imagens), sendo utilizado pelas aplicações de desenho de Windows.

Atualmente está em desuso no campo multimídia, porém não é assim no terreno profissional, onde se continua utilizando com frequência.

PIC (.pic)

PIC é um formato utilizado em muitas aplicações gráficas que funcionam sob MS-DOS e Windows, como PC Paint e Pictor.

Este formato pode armazenar uma imagem de mapa de bits com duas possibilidades: 256 cores a uma resolução máxima de 320 x 200 pixels e 16 cores a uma resolução de 640 x 480 pixels. Também pode armazenar uma seqüência de imagens em cada arquivo, sendo neste caso somente possível imagens de tons de cinza.


Os dados da imagem no arquivo vêm expressos como uma matriz de bytes sem comprimir, na qual se armazena por filas o valor dos pixels da imagem ou imagens que o formam.

Há que ter muito cuidado ao manejar arquivos com extensão .pic, já que é utilizada por diferentes programas gráficos que produzem arquivos incompatíveis entre si, como Lotus 1-2-3, Dr-Halo e Micrografx.

As principais desvantagens deste formato é a escassez de cores possíveis em altas resoluções e a incompatibilidade entre formatos PIC, que fazem com que seja um dos menos utilizados na atualidade.

PSD (.psd)

PSD (Photoshop Digital Format) é o formato de mapa de bits (embora com funcionalidades avançadas) nativo do programa de tratamento de imagens Adobe Photoshop, válido para MAC e PC.


É um formato sem compressão, por isso não produz perdas de qualidade, e admite todos os Modos de Cor, canais alfa, tintas Planas, guias, traçados, seleções, textos, camadas simples e de ajuste e máscaras.

Suporta até 32 bits de profundidade de cor em qualquer modo de cor, produzindo imagens de alta qualidade que se podem exportar, sem perda de qualidade, a programas de auto edição e desenho como PageMaker, QuarkXpress, Ilustrator, etc. Inclusive existem programas como CorelDraw que podem abrir arquivos PSD mantendo a estrutura de camadas original.

TGA (.tga)

O formato TGA (TrueVision Targa) é um formato gráfico de mapa de bits desenvolvido pela empresa Truevision para os cartões Targa e Vista, válido para PC e MAC, que permite salvar imagens monocromáticas (2 bits) e com diferentes níveis de profundidade de cor (8, 16, 24 e 32 bits), utilizando ou não uma paleta gráfica. Pode trabalhar em Escala de Cinza, Cor Indexada, RGB (16 e 24 bits sem canais alfa) e RGB de 32 bits (um só canal alfa).


Permite armazenar os arquivos comprimidos ou sem comprimir, embora a maioria de programas que o suportam só possam abrir arquivos TGA sem compressão, sendo então o peso dos arquivos muito elevados.

Este formato está especialmente indicado para retocar desenhos profissionais que se vão produzir em tela, devido a que a ampla gama de cores produz um efeito muito realista e sumamente elaborado. Também é muito útil quando se trabalha com scanners de alta qualidade e para a exportação de imagens a edição profissional de vídeos. Entretanto, em impressão é pouco usado, já que com profundidades de cor de 16 bits ou menos as imagens perdem detalhes.

As principais desvantagens deste formato são o tamanho dos arquivos, que ocupam bastante mais espaço que outros formatos da mesma qualidade, e que não salva muitos detalhes às vezes necessários, como a resolução que suporta.

TIFF (.tif / .tiff)

O formato TIFF (Tagged Image File Format) é um formato de mapa de bits desenvolvido por Aldus Corporation capaz de armazenar imagens em branco e preto (1 bit), escala de cinza (9 bits), RGB (24 bits), CMYK (32 bits) com mais de dez técnicas de compressão disponíveis (sem compressão, LZX, JPEG, MAC Packbit, etc.) e Color Lab.

Suporta o algoritmo de compressão sem perdas LZW, armazenando as imagens em uma série de blocos que possam conter informação sobre a imagem em si, seu tamanho, seu manejo da cor, informação às aplicações que utilizem esse arquivo, texto e inclusive uma miniatura (thumbnail), pequena representação da imagem, a qual o programa acessa rapidamente e não perde tempo descompactando toda a imagem.


É válido para PC e MAC, sendo suportado por uma infinidade de programas gráficos de pintura e ilustração, sendo por isso muito utilizado para intercambiar arquivos entre diferentes aplicações e plataformas.

É um dos formatos mais utilizados em artes gráficas, assim como em fotografias nas que queremos que não haja nenhuma perda para imprimi-la ou para interpolá-la para aumentar sua resolução. Também é o formato mais usado quando se trabalha com scanners, devido ao seu útil manejo da cor.

Como desvantagens, não tem suporte para vetores nem texto, por isso todos os tipos devem ser convertidos a mapas de bits antes de se aplicar ao arquivo. Também ocorre que devido à flexibilidade que apresenta com respeito aos sistemas de compressão e à compatibilidade entre aplicações, os programas desenhados para ler arquivos TIFF devem dispor da mesma flexibilidade para entender os dados contidos neles, o que infelizmente nem sempre acontece.

WMF (.wmf)

WMF (Windows MetaFile Format) é um metaformato de 16 bits dos sistemas operacionais Windows, sendo um padrão de intercâmbio de gráficos entre as diferentes aplicações Microsoft (Word, Excel, Access, etc.).


WMF é um formato vetorial (embora não seja baseado em curvas de Bézier) e escalável, que funciona copiando em um arquivo os comandos para realizar a imagem em questão, economizando com isso uma quantidade considerável de espaço. Teoricamente pode armazenar qualquer elemento gráfico, já sejam imagens bitmap, textos ou gráficos vetoriais complexos.

Graças a sua facilidade de manejo, há muitas aplicações que o utilizam atualmente, sendo compatível com a maioria de programas vetoriais. Com o aparecimento do sistema operacional Windows 95 se criou um novo formato, EMF, que ampliava as capacidades do WMF.





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