Normas para maximizar a usabilidade de um site

Um decálogo de usabilidade e alguns links interessantes.

Por David Trigueros


Publicado em: 14/4/08
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1. Não há que esquecer nunca que a WWW é um meio de comunicação hipertextual, não audiovisual. Sem dúvida no futuro existirão meios audiovisuais baseados na Internet, porém a publicação web seguirá existindo e sendo hipertextual.

2. Maximizar o espaço de informação útil. Em configurações de 800x600 esta não costuma superar a média do 20%, uma vez descontado o espaço ocupado por controles de navegação, publicidade, opções do site e do navegador.

3. Maximizar a escalabilidade, tanto de configuração gráfica como de especificações de compreensibilidade do código por parte do navegador incluído no dispositivo utilizado. O desvio em ambas dimensões tende a aumentar: Por um lado a tradicional gama de configurações de monitor (de 640x480 a 1024x768) foi mais persistente do que se predizia. Por outro lado a gama de dispositivos conectados à rede é cada vez maior.

4. Os conteúdos têm que estar otimizados para a web. Ser breves, organizar a informação segundo a regra da pirâmide invertida e utilizar hipervínculos para separar desenvolvimentos e exemplos do corpo do artigo.

5. Utilizar na apresentação e na redação três características básicas:
  • Texto conciso.
  • Desenho que permita a leitura por alto, como enumerar os pontos, separar títulos e cabeçalhos, utilizar negritos e destacados ou listas com vinhetas.
  • Linguagem objetiva.
6. Integrar os gráficos no conteúdo de modo que minimizem "peso", tragam informação útil e permitam com tudo que a página seja útil e compreensível.

7. O design dos sites deve ser orientado à simplicidade, com as mínimas distrações possíveis, arquitetura da informação clara e ferramentas de navegação adequadas.

8. A página de início do site deve:
  • Oferecer um diretório das principais áreas de conteúdos.
  • Um resumo das novidades ou promoções das novidades mais importantes.
  • Uma opção de busca interna.
9. Não usar páginas de boas vindas (páginas prévias à página real de início).

10. Vinculação profunda. Ou seja, não obrigar aos usuários a entrar por nossa página de início, e sim permitir que cheguem diretamente aos centros de seu interesse tanto desde os banners como desde links voluntários. Isto deve se integrar dentro de uma estratégia de nominação de URL de sites e subsites compreensível pelos usuários.

11. Integração dos conteúdos gerados pelos usuários. Em sites pequenos se deve buscar a relação personalizada com os usuários. Em sites grandes moderar chats e grupos de discussão.

12. A navegação dentro do site deve permitir ao usuário saber onde está em cada momento e como poder voltar ali quando o desejar.

13. Utilizar os applets de modo que não gerem confusão aos usuários nem minguar o controle que exercem sobre o conteúdo mostrado através do navegador. Ou seja, os applets não podem repetir os erros e horrores do Flash.

14. Utilização do standard WAI para facilitar o acesso a nosso site a usuários com deficiências. Em termos gerais:
  • Temos de pensar que os cegos navegam ligando o browser a um sintetizador que processa o texto e o lê. O uso portanto de etiquetas de cabeçalho no código e do texto alternativo nos gráficos resulta fundamental para a acessibilidade.
  • Os arquivos de áudio com conteúdo (discursos, declarações, etc.) que por outro lado há que minimizar, devem ter transcrições disponíveis.
  • Temos de minimizar a dificuldade de qualquer tipo de operação a realizar com o mouse ou o teclado (atinar em vínculos mínimos em hipertexto ou todo tipo de combinações de letras ou teclas e mouse em applets vários).
15. Na web, mais que em nenhum outro lugar é importante seguir ao máximo "pensar globalmente, agir localmente". Chegar a um público transnacional e com diferentes idiomas implica pensar conteúdos e estrutura de acordo tanto com o comum, como com o diferente.

16. Temos de evitar as páginas de entrada cuja única função seja a seleção de idioma ou país. Na verdade não são mais que uma variedade das páginas de boas vindas. Por outro lado uma estrutura de site que o requeira, normalmente o fará por uma má estratégia de nominação de URL. Uma forma aceitável de solucioná-lo, -embora não desejável pelos problemas de escalabilidade e falta de economia de conteúdos que comporta- se se torna impossível a mudança, pode ser o modelo de "página de início compartilhado".

17. Quando desenhamos sites corporativos (já sejam intranets ou extranets), não podemos nos esquecer que o objetivo é facilitar o trabalho e a produtividade de todos. O processo de informação é intensivo em tempo para os humanos, de modo que há que substituir por quadro de anúncios e diretórios específicos as listas de correio e ordenar as discussões de modo facilmente compreensível e visível de uma só olhada.

18. Em todos os projetos de rede (intranet, comunidade de trabalho, etc.) o essencial é a comunicação. As convocatórias para chats e as ações em comum têm que estar claramente anunciadas. As regras de moderação têm que ser simples, poucas e flexíveis. A chave do trabalho em rede não está nos procedimentos e sim nas ramificações e nos contatos que se estabelecem entre membros das equipes e que muitas vezes se desenvolvem à parte.

19. Os usuários definem 4 causas principais para voltar a visitar um site:
  • Conteúdos e serviços. Têm que ser antes de tudo úteis, o que normalmente não quer dizer exaustivos.
  • Atualizações. Os usuários só pedem regularidade e predizibilidade para voltar. Não lhes peça que pensem em você todos os dias, porém tampouco dê prazos que façam com que se esqueçam (como por exemplo, uma revista trimestral ou inclusive mensal).
  • Rapidez. Consiga com que suas páginas pesem o menos possível e se o conteúdo multimídia ou os formatos que usa fazem parte da identidade de sua página, separe tudo que for pesado e coloque em uma seção especial de downloads.
  • Facilidade de Uso. Submeta o design gráfico à usabilidade e não ao contrário.
20. Faça uma salada de 3 usuários típicos, descreva-os e pense como eles. Que rotas pensa que seguiriam? Permita que não encontrem o que de entrada possa não lhes interessar, porém que nunca tenham que buscar mais da conta o que buscam. Pense hipertextualmente, não gráfica nem linearmente.

Bibliografia e Links de Interesse:

Usability - Jacob Nielsen Alguns exemplos de páginas com boa usabilidade:






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