Digitalização de imagens. Trabalhando com o scanner

Como começar a trabalhar com um scanner de mesa, instalação, configuração, e características.

Por Luciano Moreno


Publicado em: 05/9/08
Valorize este artigo:
Vamos explicar o funcionamento de um scanner de mesa, já que é o mais usado pelos designers gráficos e web designers.

Em primeiro lugar há que conectar o scanner à corrente elétrica, o que se pode fazer diretamente, ou através da fonte de alimentação que alguns modelos trazem. Depois teremos que conectar o scanner ao nosso computador pelo porto adequado (paralelo, USB ou SCSI), usando para isso o respectivo cabo de conexão.

A seguir será necessário instalar o software que vai permitir o manejo do scanner por parte das diferentes aplicações gráficas de nosso computador (o scanner costuma incluir um ou vários programas destes, porém se pode escanear diretamente através de aplicações como Photoshop ou Paintshop Pro). Este software é habitualmente um controlador Twain (ou Twain-32.), padrão de fato neste tipo de dispositivo.

A instalação do software pode-se realizar através do painel de controle do computador, opção adicionar hardware, com o qual o sistema operacional começará a buscar o novo dispositivo instalado e nos pedirá a localização do software associado, que normalmente vem em um CD Rom. Este método não será necessário se o scanner for do tipo Plug & Play, já que então será reconhecido pelo sistema operacional quando o conectarmos ao computador, que nos pedirá o software necessário.


Uma vez instalado o scanner, se situarmos sobre a placa de captura do mesmo um documento e fecharmos a tampa, automaticamente se carregará o programa de escaneado que por padrão traga o scanner. Também se pode iniciar o processo de captura desde a maioria das aplicações de tratamento de imagens acessando ap menu Arquivo > Adquirir, colocando o original sobre a placa do scanner e seguindo as instruções que irão aparecendo.


Muitos controladores Twain lançam inicialmente uma pré-visualização da imagem, que mostra em tela uma captura prévia do original a baixa resolução. Na pré-visualização podemos selecionar a parte da imagem que nos interessa, a resolução de captura e o número de cores a usar (colorido, cinza ou preto e branco). Inclusive em alguns scanners é possível girar a imagem, aplicar efeitos de Moare ou Gaussianos e outras funcionalidades avançadas.

É possível configurar adequadamente os parâmetros em que se realizará a captura, já que deles depende a qualidade final da imagem digitalizada. Os parâmetros mais habituais nos scanners são:

Resolução:

Quanto mais resolução se usar, maior detalhe terá a captura e maior peso terá o arquivo resultante. Entretanto, chega um momento em que o aumento de resolução deixa de produzir uma ganância evidente, enquanto o peso continua aumentando.


O segredo está então em determinar a resolução necessária para capturar todos os detalhes importantes que estão presentes no documento fonte, nem mais nem menos.

Umbral:

No caso em que o documento a capturar com o scanner seja preto e branco (escaneado bitonal), como um documento escrito a máquina, o umbral define o ponto, em uma escala que varia entre 0 (preto) e 255 (branco), no qual os valores cinzas capturados se converterão em pixels pretos ou brancos.


Profundidade de bits:

A profundidade de bits usada na captura vai definir o número de cores com que se vai realizar esta, que será os máximos que possa ter logo a imagem digital resultante.

A profundidade de bits também irá determinar a categoria dinâmica, total de variações tonais desde a mais clara das claras até a mais escura dos pretos, assim como o peso dos arquivos resultantes. Em geral, ao aumentar a profundidade de bits ficarão afetados os requisitos de resolução, tamanho de arquivo e método de compressão utilizado.

Obter uma captura que reproduza fielmente as cores do original é talvez um dos aspectos mais difíceis da digitalização de imagens, pois depende de uma série de variáveis como o nível de iluminação no momento da captura, a profundidade de bits capturada e gerada, as capacidades do sistema de escaneado e a representação matemática da informação da cor à medida que a imagem é capturada, cujo controle em conjunto é difícil de conseguir.


Em geral, se o original é em preto e branco com escala de cinzas, obteremos melhores resultados se o escaneamos em cor de 24 bits, e logo lo passamos a escala de cinzas em nosso programa de tratamento de imagens.

E se o original for preto e branco sem cinzas (sem desenhos a lápis, por exemplo), os melhores resultados seriam obtidos se o escaneássemos em escala de cinzas e logo o reduzimos ao preto e branco no programa de tratamento.

Resumindo: é melhor capturar com mais informação de cor que a que tem o original, e logo adaptar o resultado às nossas necessidades (e o mesmo poderíamos dizer da resolução).

Filtros adicionais:

Muitos scanners permitem aplicar no processo de pré-visualização diferentes filtros de correção de erros. Em geral, estes filtros aumentam a qualidade do escaneado, porém sua utilização gera inquietudes quanto à fidelidade e autenticidade.

Os filtros mais comuns são:

Eliminação de moiré (descreening)
Eliminação de pontos (despeckling)
Eliminação de obliqüidade (deskewing)
Aumento de nitidez (sharpening)
Correção do efeito moiré
Correção do contraste

Halftones:
O moiré se produz porque quando os CCD´s do scanner captam a cor, às vezes não podem diferenciar perfeitamente os tons a certas freqüências altas. Origina-se então um efeito de cores ou de padrões muito pequenos, conhecido com o nome de moiré. O filtro de eliminação previne opticamente este efeito, ao reduzir a informação de alta frequência que registram os fotodiodos do CCD.


A correção do contraste é útil já que o olho humano tem a tendência a desenfocar as imagens procedentes de um escaneado. Este erro não depende da resolução de escaneado, inclusive as imagens escaneadas em um scanner de tambor produzem este efeito. A ferramenta de correção do contraste que oferecem alguns scanners permite paliar este efeito negativo durante o processo de captura.


Por outra parte, o processo de escaneado mediante halftones nos oferece a possibilidade de conseguir tons contínuos aparentes com só 1 bit de profundidade. A imagem se forma mediante um padrão de células de pontos pretos conseguindo-se assim um aspecto de escala de cinzas.


Conforme apliquemos qualquer destes filtros, geralmente poderemos ver seu resultado em tela.

Seja como for, uma vez fixados os parâmetros desejados se produz o verdadeiro processo de captura, que é mais ou menos lento dependendo do scanner usado e dos serviços do computador. A imagem digital obtida no processo fica disponível para ser salva ou é enviada à aplicação gráfica que ordenou o scanner para seu tratamento.

Uma vez tratada a imagem até o resultado final desejado, é hora de armazená-la em algum dos formatos gráficos existentes. É conveniente sempre salvar uma cópia da imagem original sem tratar e outra da imagem tratada no formato nativo da aplicação, já que assim a teremos sempre disponível para outros trabalhos com sua máxima qualidade. Logo, teremos que salvar outra cópia, a que utilizaremos em nossa composição, em um formato adequado ao meio em que vai se usar. Mais adiante estudaremos os principais formatos gráficos que podemos usar.






Usuários :    login / registro

Manuais relacionados
Categorias relacionadas
O autor

Home | Sobre nós | Copyright | Anuncie | Entrar em contato