Utilizar informação pública para realizar uma web

Uma possibilidade de criação de uma web rápida e simples é incorporar conteúdos públicos: Informação geral que se possa compilar para gerar conteúdos rapidamente.

Por Miguel Angel Alvarez - Tradução de JML


Publicado em: 01/10/07
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Uma das primeiras preocupações para criar uma página web é escolher um tema adequado, que nos permita crescer rapidamente e sem um grandioso esforço. Entre os muitos temas que podemos escolher existem áreas de domínio público, que podemos trabalhar simplesmente para conseguir grande quantidade de conteúdos sem ter que gera-los desde zero.

Antes que nada cabe comentar que não estamos falando de copiar conteúdos sem permissão, que é uma das práticas mais deploráveis que pode realizar um editor. Tampouco falo de copiar conteúdos, embora tenhamos permissão dos autores, visto que isto faz com que todas as webs se pareçam muito entre si e rebaixa a qualidade de nossa Rede. O que estou tentando propor é a realização de sites novos que incorporem informação que já está criada, porém sem reproduzi-la e oferecendo novas vantagens aos visitantes.

Existem informações de domínio público que se podem incorporar em uma página. Afinal, o que são os buscadores ou os diretórios que tanto sucesso tem? São compilações de referências ou links a páginas públicas, que servem para que os visitantes possam encontrar webs com a temática desejada.

Exemplos de temáticas que podemos desenvolver oferecendo informação de domínio público são as seguintes:

  • Buscadores ou diretórios. Como dissemos, as páginas são públicas e podem ser compiladas em uma classificação própria.
  • Diretórios de programas. Os programas são de domínio público, embora logo haja que pagar para poder utiliza-los. Pode-se classificar perfeitamente e oferecer descrições e valorações que ajudem a escolher e encontrar programas aos visitantes.
  • Diretórios de manuais. Sites que oferecem uma classificação de manuais de temáticas variadas.
  • Notícias. Existem diretórios de notícias de atualidade e podem ser classificados em temas. Google tem um claro exemplo disso em seu site de notícias.
  • Notas de imprensa. Existem sites que simplesmente compilam notas de imprensa, que são públicas e que os criadores estão interessados em distribuir o máximo possível.
  • Buscadores de produtos em lojas. Na verdade, não são uma loja, e sim, são portas de entrada a diferentes lojas que podem ser acessadas para encontrar facilmente produtos ou comparar seu preço.
  • Diretórios de serviços locais. Como as páginas amarelas, com uma listagem dos comércios de uma zona concreta.
  • Etc.
Como se pode ver, há muitas idéias de sites que se podem fazer sem a necessidade de nós mesmos criarmos os conteúdos, e sim, que podemos obtê-los através de diversos meios públicos.

Agora também, ao meu entender, não se trata de repetir ou compilar informação sem nada mais: há que oferecer algum valor adicional ao nosso serviço. Disso dependerá boa parte do êxito do projeto. Só o fato de incorporar informação dispersa e ordena-la de uma maneira que seja útil ao visitante já tem bastante valor, porém, se pode chegar mais além para oferecer outras vantagens interessantes.

Por exemplo, pode-se criar um sistema para valorizar ou comentar links ou tutoriais de nosso diretório. Assim, os visitantes podem dar suas impressões e ajudar com as opiniões de outros usuários. No tema de notícias pode-se fazer um sistema por RSS ou um boletim de novidades para que os visitantes possam se inscrever e selecionar os temas sobre os que querem estar informados. No caso das lojas, também se podem oferecer ferramentas para comentar ou valorizar lojas ou produtos, porém, também sistemas de comparação de preços.

Como contrapartida a oferecer informação e utilidades adicionais, temos também bastantes exemplos de sites que na verdade tornam menos acessível a informação pública. Estes sites, ao invés de se mostrarem como uma ajuda aos visitantes, são criados principalmente para obter rendas graças a eles. Desenvolvem mal a possibilidade de oferecer informação de domínio público e alteram a motivação que deveria existir em um princípio (servir de ajuda) pelo próprio benefício.

Como exemplo desta prática pouco altruísta seria um site que visitei outro dia, que oferece os manuais de muitas páginas como se fossem deles próprios. Pede para se registrar para acessar ao manual e quando lhe fez perder o tempo e se esforçar para dar seus dados pessoais, lhe envia à página que tem o manual. A verdade é que é uma má prática, porque o normal seria que nos enviassem diretamente à página que tem o manual, sem a necessidade de nos registrar na web. Estas webs utilizam técnicas de posicionamento em buscadores para promover suas páginas, mas não oferecem nada novo. Ocupam seu tempo e esforço em posicionar sua web e se aproveitar do trabalho de outros e dos visitantes que obtém através dos buscadores.

Sendo assim, ter em conta que a informação de domínio público, bem tratada, pode nos fazer ganhar dinheiro. Porém, há que ser conscientes que o bom é oferecer algum valor adicional a essa informação e não se dedicar simplesmente a reproduzi-la e tirar proveito de nossos visitantes.

Podemos fazer o que quisermos, porque afinal de contas somos livres para criar qualquer tipo de conteúdo ou serviço e publica-lo em uma web, porém nossas próprias exigências e critérios de qualidade e altruísmo têm que se potenciar para fazer da Web um serviço mais útil e benéfico para todos e não só para o administrador de cada página.






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